Não vou falar da viagem de Bucareste até ao Porto, não vou falar no minúsculo aeroporto de Baneasa, não vou falar dos atrasos (parece) habituais das companhias aéreas naquelas bandas, não vou falar do ground force que nos disse ser proibido tirar fotos no aeroporto, não vou falar do taxista italiano que nos levou a uma velocidade tão baixa que fiz a viagem toda a pensar "ai que saudades de segurança num carro", não vou falar do bunker de dormidas montado no aeroporto de Bergamo que tinha o chão frio, não vou falar dos atrasados do nosso voo da Ryanair que ainda reclamavam porque é que não deixavam sentá-los com as crianças ao lado (porque é que é que tinha de ser naquele lugar e não no que te ofereceram onde poderias ficar com as tuas crianças, enfim, italianos!), não vou falar das vezes em que os hospedeiros de bordo nos contaram (deviam estar a contar em italiano, inglês, português, francês, alemão, chinês, romeno, linguagem gestual, hieróglifos...), não vou falar das fussas da hospedeira que nos cabia que cada vez mais se acentuavam, não vou falar do comandante a dizer que, por causa de um passageiro ficámos em terra mais uma hora (porque ele tinha passado a porta de embarque, mas não tinha entrado no avião e poderia estar perdido ali nas pistas... ou a meter alguma bomba por ali), não vou falar do pessoal do aeroporto de Bergamo a ir nos contar outra vez (agora devia ser em língua de aeroporto, ou então língua aérea, ou ainda... um carneirinho, dois carneirinhos, três carneirinhos...), não vou falar do comandante a mandar-nos ir lá fora identificar as nossas bagagens, que estavam todas cá fora ao frio, não vou falar do director do aeroporto que deu parabéns à forma como a Ryanair tinha tratado aquela situação de risco de segurança, não vou falar do comandante que dizia que o director da Ryanair em Dublin também tinha sido contactado, não vou falar dos portugueses e italianos que se revoltavam por causa do passageiro em falta, não vou falar das 4 horas que chegámos atrasados ao Porto...
E também não vou falar do erro do gajo do check-in... pôr 2 malas de 1 pessoa como sendo de 2 pessoas diferentes... fazendo nós temer por uma ameaça terrorista... oh pá, o 1 de Abril era só dali a mais de 3 meses e o Pai Natal não ia gostar desta brincadeira, ah pois não... nem os mais de 170 passageiros do avião, eu incluída... alguém tem a morada deste gajo para nós lhe darmos a nossa prenda de Natal, com bastão incluído?... Grrrr!!!... Fo/%$&#%#%$#"%$"%$"#$
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