Ai o meu Porto... que reviver de um lugar maravilhoso!
Soube tão bem ir arranjar-me, soube tão bem o cafézinho e o barrilzinho, soube tão bem as compras, soube tão bem ver H&M, H&M, H&M & H&M, soube tão bem conduzir outra vez, soube tão bem ver as luzes do meu Porto, soube tão bem a vista do Bacalhoeiro, soube tão bem ir ao D. Gancho (ainda que o molho das francesinhas viesse frio), soube tão bem ir ao cinema, soube tão bem comer bacalhau, aletria, rabanadas e leite-creme, soube tão bem ver o livro do meu pai, soube tão bem poder oferecer as minhas recordações, soube tão bem ouvir a minha afilhada a tocar piano, soube tão bem estar com a minha família...
Soube mesmo bem estar outra vez na melhor cidade do mundo: Viva o PORTO!!!
quarta-feira, dezembro 26, 2007
sexta-feira, dezembro 21, 2007
Não vou falar da viagem para o Porto
Não vou falar da viagem de Bucareste até ao Porto, não vou falar no minúsculo aeroporto de Baneasa, não vou falar dos atrasos (parece) habituais das companhias aéreas naquelas bandas, não vou falar do ground force que nos disse ser proibido tirar fotos no aeroporto, não vou falar do taxista italiano que nos levou a uma velocidade tão baixa que fiz a viagem toda a pensar "ai que saudades de segurança num carro", não vou falar do bunker de dormidas montado no aeroporto de Bergamo que tinha o chão frio, não vou falar dos atrasados do nosso voo da Ryanair que ainda reclamavam porque é que não deixavam sentá-los com as crianças ao lado (porque é que é que tinha de ser naquele lugar e não no que te ofereceram onde poderias ficar com as tuas crianças, enfim, italianos!), não vou falar das vezes em que os hospedeiros de bordo nos contaram (deviam estar a contar em italiano, inglês, português, francês, alemão, chinês, romeno, linguagem gestual, hieróglifos...), não vou falar das fussas da hospedeira que nos cabia que cada vez mais se acentuavam, não vou falar do comandante a dizer que, por causa de um passageiro ficámos em terra mais uma hora (porque ele tinha passado a porta de embarque, mas não tinha entrado no avião e poderia estar perdido ali nas pistas... ou a meter alguma bomba por ali), não vou falar do pessoal do aeroporto de Bergamo a ir nos contar outra vez (agora devia ser em língua de aeroporto, ou então língua aérea, ou ainda... um carneirinho, dois carneirinhos, três carneirinhos...), não vou falar do comandante a mandar-nos ir lá fora identificar as nossas bagagens, que estavam todas cá fora ao frio, não vou falar do director do aeroporto que deu parabéns à forma como a Ryanair tinha tratado aquela situação de risco de segurança, não vou falar do comandante que dizia que o director da Ryanair em Dublin também tinha sido contactado, não vou falar dos portugueses e italianos que se revoltavam por causa do passageiro em falta, não vou falar das 4 horas que chegámos atrasados ao Porto...
E também não vou falar do erro do gajo do check-in... pôr 2 malas de 1 pessoa como sendo de 2 pessoas diferentes... fazendo nós temer por uma ameaça terrorista... oh pá, o 1 de Abril era só dali a mais de 3 meses e o Pai Natal não ia gostar desta brincadeira, ah pois não... nem os mais de 170 passageiros do avião, eu incluída... alguém tem a morada deste gajo para nós lhe darmos a nossa prenda de Natal, com bastão incluído?... Grrrr!!!... Fo/%$&#%#%$#"%$"%$"#$
E também não vou falar do erro do gajo do check-in... pôr 2 malas de 1 pessoa como sendo de 2 pessoas diferentes... fazendo nós temer por uma ameaça terrorista... oh pá, o 1 de Abril era só dali a mais de 3 meses e o Pai Natal não ia gostar desta brincadeira, ah pois não... nem os mais de 170 passageiros do avião, eu incluída... alguém tem a morada deste gajo para nós lhe darmos a nossa prenda de Natal, com bastão incluído?... Grrrr!!!... Fo/%$&#%#%$#"%$"%$"#$
quarta-feira, dezembro 19, 2007
Orgulho de ser Critical Material
UE/Presidência: Tecnologia portuguesa permite livre circulação de pessoas e bens aos novos países da UE
Lisboa, 19 Dez (Lusa) - Quando passar um minuto da meia noite de 21 de Dezembro, o espaço Schengen de livre circulação de pessoas e bens vai ser oficialmente alargado a leste da "Cortina de Ferro", graças a uma solução tecnológica portuguesa.
"Portugal foi pai de uma iniciativa que permitiu que largos milhões de pessoas, a partir de dia 21, se possam movimentar livremente", afirma Filipe Freitas, da empresa Critical Software, que desenvolveu o programa informático SISone4ALL.
O SISone4ALL adaptou o Sistema de Informações Schengen (SIS), a base de dados que liga os países deste espaço de livre-circulação, permitindo a abertura das fronteiras terrestres e marítimas da Eslováquia, Eslovénia, Estónia, Hungria, Letónia, Lituânia, Malta, Polónia e República Checa, ainda em 2007, de acordo com o que tinha sido prometido a estes Estados-membros.
Esta solução informática, fruto de uma parceria entre a Critical Software e o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF), foi encomendada pelo governo português como uma alternativa temporária face ao atraso no Sistema de Informação Schengen de segunda geração (SIS II), que vai incorporar dados biométricos na informação trocada entre os vários Estados-membros.
Caso o sistema tecnológico português não tivesse sido "clonado" e oferecido aos novos Estados-membros, a abertura de fronteiras só seria possível a partir de 2009, data em que, oficialmente, se prevê que o SIS II esteja pronto.
"Esta é a demonstração que empresas portuguesas, se bem orientadas à tecnologia, com competências específicas bem fundamentadas, com experiência internacional, podem ombrear no mercado global" com qualquer outra empresa, argumenta Filipe Freitas, Gestor de Área de Negócio para Administração Pública da Critical Software.
O SISone4ALL, cujo desenvolvimento durou apenas cinco meses pela empresa de software baseada em Coimbra, funciona em rede e está conectado com um sistema central, instalado em Estrasburgo e gerido pela França.
"O SISone4ALL é uma solução moderna. Torna-se, assim, muito mais fácil para o SEF responder tanto aos requisitos europeus como aos nacionais", afirmou o gabinete de relações públicas do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras, à Agência Lusa.
"O SEF está muito satisfeito com esta solução", afirmaram os responsáveis do organismo, acrescentando que "a solução implementada do SISone4ALL é muito estável e apresenta elevada performance.
O desenvolvimento do software começou a 18 de Outubro de 2006 e, menos de um ano depois, a 31 de Agosto de 2007, a solução informática estava operacional em todos os Estados-membros.
"No final tudo correu bem e foi cumprido", congratula-se Filipe Freitas, sublinhando que o alargamento de Schengen "é um valor acrescentado extraordinário em termos do sentimento que estes cidadãos têm da sua plena cidadania da União Europeia".
A 21 de Dezembro, o primeiro-ministro português e presidente em exercício da União Europeia, José Sócrates, vai marcar oficialmente o último grande momento da presidência portuguesa da UE com uma deslocação a alguma das fronteiras físicas que vão ser abolidas.
A cerimónia de abertura de fronteiras conta também com a presença do presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso, e do comissário europeu da Liberdade, Segurança e Justiça, Franco Fratinni, numa comemoração local, dia 21, de manhã, na zona fronteiriça entre a Alemanha, Polónia e República Checa.
Mais tarde, os três representantes da União Europeia dirigem-se ao Porto de Tallin, Estónia, onde o primeiro-ministro da Finlândia chegará de barco, para assinalar a abolição das fronteiras marítimas (as aéreas só serão suprimidas em Março 2008).
No dia 22 de Dezembro, Sócrates, Barroso e Fratinni vão marcar o alargamento de Schengen numa cerimónia em Hegyeshalom, zona fronteiriça entre a Áustria, Hungria e a Eslováquia, de manhã.
Mais tarde, por volta das 15:00, os três representantes da UE chegam à zona fronteiriça entre Itália e Eslovénia.
A solução tecnológica portuguesa, que resolveu o impasse causado pelo atraso do SIS II, vai proporcionar a mobilidade a cerca de mais 73,6 milhões de pessoas, que antes não beneficiavam da livre-circulação no espaço interno europeu.
"O SISone4ALL está desenhado de uma maneira em que o polícia no terreno tem uma resposta mais rápida do que anteriormente, o que permite uma acção mais rápida, que se pode traduzir numa melhoria de segurança", segundo o SEF.
O SIS II, encomendado pela Comissão Europeia, está já a ser desenvolvido em cada um dos Estado-membro devido às necessidades de segurança cada vez maiores, a que o terrorismo não é indiferente, estando o sistema de 2ª geração português a ser implementado pela empresa espanhola Indra.
"Portugal está na linha da frente, conjuntamente com cerca de seis países, a fazer os primeiros testes deste novo sistema", refere o gabinete de relações públicas do SEF, no seguimento da parceria entre a Indra e o SEF.
Contudo, até 2009, meta oficial, o SISone4ALL vai ser garante da eficácia portuguesa na Europa, permitindo o desaparecimento dos últimos vestígios da Cortina de Ferro, que separou leste e oeste no pós-guerra mundial.
Caso o SIS II, devido à complexidade que envolve, se atrase mais do que a meta prevista, Filipe Freitas garante que o software que a sua empresa criou está apto a ser usado por mais anos, com garantia de eficácia e segurança.
"O sistema actual, em particular com esta solução temporária do SISone4ALL, é garante de que as coisas como estão funcionam", sublinha Freitas.
MZF/SRS.
© 2007 LUSA - Agência de Notícias de Portugal, S.A.2007-12-19 07:35:04
terça-feira, dezembro 18, 2007
Também se trabalha!
Pois é, e porque não é boa-vida, hoje ficou-se no escritório até às 21h30... a ouvir o nosso CEO a dizer que a Critical Software atingiu os 16 milhões de lucros e cresceu 86% em número de empregados só em 2007.
Palavras para quê?
E o que será que reservará 2008?
http://www.criticalsoftware.com/
Palavras para quê?
E o que será que reservará 2008?
http://www.criticalsoftware.com/
segunda-feira, dezembro 17, 2007
Despedidas
Este weekend foi dedicado à nossa c10 já quase romenita, que se preparava para sentir outra vez o cheirinho a pastéis de belém e o solzinho de Lisboa na cara...
Em compensação, íamos deixar de ter a nossa sábia romena ali ao lado, a quem se perguntava o que dizer ao romeno, que restaurante escolher, o que agradecer ao empregado, os sítios a visitar, onde eram os shoppings e os mercados para fazer compras, as lembranças a levar...
Foi um fim-de-semana cheio de comida, música, noite, neve, árvore Millennium, batalhas, comida, cházinhos, Unirii, Moşilor, feira, jantar... e neve... e neve...
Espero que tenhas gostado de toda a tua estadia aqui em Bucareste!
Foarte Felicitǎri!...
Por tudo e mais alguma coisa, um MUITO OBRIGADA ANA!!! Mulţumesc!
Em compensação, íamos deixar de ter a nossa sábia romena ali ao lado, a quem se perguntava o que dizer ao romeno, que restaurante escolher, o que agradecer ao empregado, os sítios a visitar, onde eram os shoppings e os mercados para fazer compras, as lembranças a levar...
Foi um fim-de-semana cheio de comida, música, noite, neve, árvore Millennium, batalhas, comida, cházinhos, Unirii, Moşilor, feira, jantar... e neve... e neve...
Espero que tenhas gostado de toda a tua estadia aqui em Bucareste!
Foarte Felicitǎri!...
Por tudo e mais alguma coisa, um MUITO OBRIGADA ANA!!! Mulţumesc!
quinta-feira, dezembro 13, 2007
Revivalismo de outros tempos
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...SNOW FALLS!!!
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quarta-feira, dezembro 12, 2007
Ginásio em casa... ah que luxo!
Pois é... já estava com saudades de fazer exercício físico em casa... Não é que o destino me fez ver o catálogo do Carrefour daqui e... ora nem mais... uma bicicleta indoor por cerca de 40€... humm... um ginásio minimamente bom, o que quer dizer com aulas de localizada, custa cerca de 20€ por mês... pois é, bicicleta paga em 2 meses... nem hesitei. Fui ao Carrefour de Grozavesti, comprei a bicicleta e ainda tive direito a ir ao local onde a garantia é carimbada, que fica nas traseiras da loja e onde estão 3 funcionários quase sem fazerem nada... tenho 48h para ver se a bicicleta está boa...
Ainda pensei: apanho táxi? mas a minha mania de carregar coisas levou-me para o metro... e para o desgaste dos meus bíceps até casa... acho que realmente precisava de mais uns pesos para esta zona... mas eis que tenho o meu ginásio em casa quentinha!... Só faltava o meu colchão de ginástica... próxima compra...
Ainda pensei: apanho táxi? mas a minha mania de carregar coisas levou-me para o metro... e para o desgaste dos meus bíceps até casa... acho que realmente precisava de mais uns pesos para esta zona... mas eis que tenho o meu ginásio em casa quentinha!... Só faltava o meu colchão de ginástica... próxima compra...
domingo, dezembro 09, 2007
1ª Visita oficial: Sighisoara
Finalmente conhecer um pouco mais da Roménia que não seja Bucareste...
Tudo começou era muito cedo, tivémos de apanhar o metro lá para as 5h30... e nós a pensar que o metro iria vazio... pois, esquecemo-nos que em Bucareste existem mais uns milhares de jovens a pensar em ir para a neve... e assim estávamos de pé no metro às 5h30 da matina.
Chegámos à bilheteira e a mulher, embora não sabendo nada de inglês, já devia estar tão habituada a estrangeiros, que mostrava tudo direitinho num papel, com o preço... impecável!
E lá fomos para o comboio a correr porque já era horas... mas, como sempre, o comboio só partiu uns 10 minutos atrasados e nós sem sabermos onde eram os nossos lugares... mas lá descobrimos uns belos sofás para nos sentarmos...
Observação do comboio: toda a gente envergava calças de esqui e comiam mcdonald's (típicos romenos!), juntamente com respectivas pranchas de snowboard e esquis...
1ª Stop: Ploiesti! Vimos muita gente a movimentar-se a ir lá para fora, mas descobrimos que afinal era para ir fumar...
2ª Stop: Sinaia! Não sei porquê, mas notou-se assim uma brisa... porque será que teriam saído nesta paragem? humm... será por ser a estância de esqui de Sinaia?
3ª Stop: Predeal! Mais gente a sair... humm... outra estância de esqui?
4ª Stop: Brasov! Agora o comboio ficara vazio! Devia ser a última estância de esqui...
Finalmente, ao fim de mais algumas stops e 2 horas (no total cerca de 5 horas), chegámos a Sighisoara.
A primeira coisa a fazer foi deixar as mochilas na casa onde iríamos dormir. Depois, era tempo de ir comer alguma coisa. E encontrar um café que sirva bebidas E comida? Foi tamanho trabalho que acabámos de comer algo na padaria da zona (por sinal, bastante boa) e depois fomos beber um cházinho ou um chocolate quente para aquecer.
Acabámos de fazer isto e fomos á descoberta de Sighisoara. Vimos a Torre do Relógio, andámos pelas ruas em paralelos, fomos ao museu minúsculo de armas... e fomos almoçar num requintado restaurante, que mais parecida uma das nossas tascas remodeladas e com bom aspecto. E não é que o pessoal só olhava para nós?
E por fim encontrámos a Ana, a Patrícia, o Pedro e o Elson, completando o gang português. Subimos as escadas cobertas, fomos ao cume da montanha, mas não deu para visitar o cemitério alemão, já passava da hora... mais umas fotos ao Drácula e à sua casa da infãncia, onde acabámos por jantar. Humm... porque será que havia muita carne vermelha no menu? Não sei... aquilo prometia...
No fim, fomos ao clube da zona que se chamava Club B... Será que na próxima cidadela que visitaríamos iríamos ter o Club C? Pois é, o Club B era mesmo o cafézinho da zona, com umas cores meias escuras, os bilhares, os matrecos que não tinham bolas para jogar e a pistazinha de dança, onde ninguém se atrevia a estar. Era a música (que até não estava má) a oscilar entre o nível de audição razoável para o impossível, para o depois bom e impossível... E acabou assim o dia...
Porque seria que, quando eu menos espero, acontece sempre algo?... No dia seguinte, tinha lábio bem inchado... mas Fo/$#E&%#&% para o raio do beliche. Tinha batido nele no meio da escuridão.
Saí de casa para, e quem me conhece compreende, fazer compras e tirar mais fotos.
Depois foi o tomar pequeno-almoço reforçado e ir para o comboio. Depois de mais de meia hora à frente da bilheteira, por causa de não termos feito reserva, tivémos direito a bilhetes... sem reserva de lugar... o que quer dizer de PÉ!!! 5 horas de PÉ!!! Bem, lá tinha de ser...
Entre o trocar de lugar, dormir nos lugares entretanto deixados vagos, ser expulsos de uma maneira insultuosa dos devidos donos e de, mesmo assim, estar encurralada no pequeníssimo corredor da carruagem, entre os outros passageiros sem direito a lugar... bem, digo-vos... ai que bom ver a minha caminha à frente!...
Quanto às fotos, prometo que as colocarei aqui mais tarde...
Tudo começou era muito cedo, tivémos de apanhar o metro lá para as 5h30... e nós a pensar que o metro iria vazio... pois, esquecemo-nos que em Bucareste existem mais uns milhares de jovens a pensar em ir para a neve... e assim estávamos de pé no metro às 5h30 da matina.
Chegámos à bilheteira e a mulher, embora não sabendo nada de inglês, já devia estar tão habituada a estrangeiros, que mostrava tudo direitinho num papel, com o preço... impecável!
E lá fomos para o comboio a correr porque já era horas... mas, como sempre, o comboio só partiu uns 10 minutos atrasados e nós sem sabermos onde eram os nossos lugares... mas lá descobrimos uns belos sofás para nos sentarmos...
Observação do comboio: toda a gente envergava calças de esqui e comiam mcdonald's (típicos romenos!), juntamente com respectivas pranchas de snowboard e esquis...
1ª Stop: Ploiesti! Vimos muita gente a movimentar-se a ir lá para fora, mas descobrimos que afinal era para ir fumar...
2ª Stop: Sinaia! Não sei porquê, mas notou-se assim uma brisa... porque será que teriam saído nesta paragem? humm... será por ser a estância de esqui de Sinaia?
3ª Stop: Predeal! Mais gente a sair... humm... outra estância de esqui?
4ª Stop: Brasov! Agora o comboio ficara vazio! Devia ser a última estância de esqui...
Finalmente, ao fim de mais algumas stops e 2 horas (no total cerca de 5 horas), chegámos a Sighisoara.
A primeira coisa a fazer foi deixar as mochilas na casa onde iríamos dormir. Depois, era tempo de ir comer alguma coisa. E encontrar um café que sirva bebidas E comida? Foi tamanho trabalho que acabámos de comer algo na padaria da zona (por sinal, bastante boa) e depois fomos beber um cházinho ou um chocolate quente para aquecer.
Acabámos de fazer isto e fomos á descoberta de Sighisoara. Vimos a Torre do Relógio, andámos pelas ruas em paralelos, fomos ao museu minúsculo de armas... e fomos almoçar num requintado restaurante, que mais parecida uma das nossas tascas remodeladas e com bom aspecto. E não é que o pessoal só olhava para nós?
E por fim encontrámos a Ana, a Patrícia, o Pedro e o Elson, completando o gang português. Subimos as escadas cobertas, fomos ao cume da montanha, mas não deu para visitar o cemitério alemão, já passava da hora... mais umas fotos ao Drácula e à sua casa da infãncia, onde acabámos por jantar. Humm... porque será que havia muita carne vermelha no menu? Não sei... aquilo prometia...
No fim, fomos ao clube da zona que se chamava Club B... Será que na próxima cidadela que visitaríamos iríamos ter o Club C? Pois é, o Club B era mesmo o cafézinho da zona, com umas cores meias escuras, os bilhares, os matrecos que não tinham bolas para jogar e a pistazinha de dança, onde ninguém se atrevia a estar. Era a música (que até não estava má) a oscilar entre o nível de audição razoável para o impossível, para o depois bom e impossível... E acabou assim o dia...
Porque seria que, quando eu menos espero, acontece sempre algo?... No dia seguinte, tinha lábio bem inchado... mas Fo/$#E&%#&% para o raio do beliche. Tinha batido nele no meio da escuridão.
Saí de casa para, e quem me conhece compreende, fazer compras e tirar mais fotos.
Depois foi o tomar pequeno-almoço reforçado e ir para o comboio. Depois de mais de meia hora à frente da bilheteira, por causa de não termos feito reserva, tivémos direito a bilhetes... sem reserva de lugar... o que quer dizer de PÉ!!! 5 horas de PÉ!!! Bem, lá tinha de ser...
Entre o trocar de lugar, dormir nos lugares entretanto deixados vagos, ser expulsos de uma maneira insultuosa dos devidos donos e de, mesmo assim, estar encurralada no pequeníssimo corredor da carruagem, entre os outros passageiros sem direito a lugar... bem, digo-vos... ai que bom ver a minha caminha à frente!...
Quanto às fotos, prometo que as colocarei aqui mais tarde...
quinta-feira, dezembro 06, 2007
Madalina
Gostei mesmo muito do Rendez-vous... vai ser um sítio onde vou passar alguns fins de tarde... um salão de chá como deve ser...
Gostei também imenso do nosso encontro, comigo a falar português e tu espanhol e a ensinares-me ao mesmo tempo algum romeno... foi uma loucura! Mas foi fixe para praticar... Obrigada Luz por nos apresentares...
A não esquecer a continuação das nossas lições... :-)
Gostei também imenso do nosso encontro, comigo a falar português e tu espanhol e a ensinares-me ao mesmo tempo algum romeno... foi uma loucura! Mas foi fixe para praticar... Obrigada Luz por nos apresentares...
A não esquecer a continuação das nossas lições... :-)
terça-feira, dezembro 04, 2007
Chocolat outra vez... Humm...
Pois é, nós não conseguimos ficar longe de bons restaurantes... e hoje jantámos no Chocolat que, como os doces, também não deixa ficar atrás... a única coisa em que peca: a quantidade! Parece que mandam sempre a mais pequena porção... ora pois bem, como se remedia isto... humm... que tal um docinho?...

segunda-feira, dezembro 03, 2007
Calea Victoriei
Segunda-feira saímos a horas decentes e fomos conhecer a Calea Victoriei e mais os seus edifícios... descemos desde a Piata Victoriei até à Strada Stavropoleos, onde desembocámos no Chocolat... nome sugestivo não? Os doces também não desiludiram... humm... humm...
Paragem obrigatória a quem vier cá, desde já aviso...
Chegámos a casa e a Gisela, coitada, encontrava-se a remediar a situação da nossa net em casa. Finalmente conseguiu!... e Vivas para a Gisela!... agora já podia tákátákátáká no meu quarto... Viva!
Paragem obrigatória a quem vier cá, desde já aviso...
Chegámos a casa e a Gisela, coitada, encontrava-se a remediar a situação da nossa net em casa. Finalmente conseguiu!... e Vivas para a Gisela!... agora já podia tákátákátáká no meu quarto... Viva!
sábado, dezembro 01, 2007
Maldita Árvore de Natal...
No fim da visita ao Parlamento, fomos visitar o Castelo privado do nosso rei Rudi. A comer salada, sementes de girassol viciantes, queijo Rochefort com bolachinhas e tostinhas... nem dávamos pelo tempo a passar... Às 19h, chegámos à Piata Unirii mesmo a tempo de ver o fogo-de-artifício que o Millennium Bank (o nosso Millennium BCP mais chique) havia preparado para também inaugurar a maior Árvore de Natal, igual à do Porto (os romenos, pouco tempo depois foram de propósito medir e rectificaram que a de Bucareste tinha menos 6 metros... manhosos estes romenitos...). Eu só pensava... ah, então foi por isto que vim para Bucareste... como não posso ficar longe do meu Porto, eles até fazem a interligação com Árvores de Natal...
Após uma primeira impressão de que havia pouca gente a ver o espectáculo, porque vínhamos da parte mais chique da cidade, encaminhámo-nos para a estação do metro, como mais umas milhares de pessoas... bem, e eu a pensar que já tinha sido bem apertada no São João ou no metro aqui em Bucareste... Estava totalmente enganada... descobri o que era ser sardinha em lata, com o equivalente às quantidades de 3 latas enfiadas numa... fui empurrada, entalada, pisada, levada, conduzida, tudo e mais alguma coisa... e quase que caía porque, no meio disto tudo, ainda tive de recuar passos na entrada do metro sem ter controlo... lá ia eu magoar outra vez pessoas... Mas resolveu-se a situação, com o mais inacreditável: uma mulher sentiu-se mal e, ao abrir espaço para ela (até fiquei parva com a prontidão dos romenos...), o pessoal começou a dispersar e saímos daquela bagunça...
Conseguimos atingir a Piata Universitatii ao fim de uma hora, quando o concerto já estava na recta final (que pena!), mas ainda demos um passito de dança com o Saúl da Roménia...
Escusado será dizer que tínhamos de descomprirmir desta situação... e lá fomos para a noite! Ainda entrámos no Club A, mas a música não puxava... e assim encalhámos no Twice, onde a música variava entre rock romeno e estrangeiro, reggae, ligeira e alguns clássicos pelo meio...
Após uma primeira impressão de que havia pouca gente a ver o espectáculo, porque vínhamos da parte mais chique da cidade, encaminhámo-nos para a estação do metro, como mais umas milhares de pessoas... bem, e eu a pensar que já tinha sido bem apertada no São João ou no metro aqui em Bucareste... Estava totalmente enganada... descobri o que era ser sardinha em lata, com o equivalente às quantidades de 3 latas enfiadas numa... fui empurrada, entalada, pisada, levada, conduzida, tudo e mais alguma coisa... e quase que caía porque, no meio disto tudo, ainda tive de recuar passos na entrada do metro sem ter controlo... lá ia eu magoar outra vez pessoas... Mas resolveu-se a situação, com o mais inacreditável: uma mulher sentiu-se mal e, ao abrir espaço para ela (até fiquei parva com a prontidão dos romenos...), o pessoal começou a dispersar e saímos daquela bagunça...
Conseguimos atingir a Piata Universitatii ao fim de uma hora, quando o concerto já estava na recta final (que pena!), mas ainda demos um passito de dança com o Saúl da Roménia...
Escusado será dizer que tínhamos de descomprirmir desta situação... e lá fomos para a noite! Ainda entrámos no Club A, mas a música não puxava... e assim encalhámos no Twice, onde a música variava entre rock romeno e estrangeiro, reggae, ligeira e alguns clássicos pelo meio...
1º de Dezembro: Feriado Nacional na Roménia e um dos poucos feriados que existem
Dia 1 de Dezembro é pois o feriado nacional da Roménia, sendo que se festeja o dia da Grande União de 1 de Dezembro de 1918, quando a Transilvânia se reúne com a Roménia antiga, com posterior união da Bessarábia e da Bucovina. Tenho já a dizer que a História da Roménia faz-me uma confusão terrível na cabeça e ainda não percebi como tudo se desenrolou... mas foi isto que encontrei na net.
Em seguida, ainda houve tempo para observar como os romenos tinham lata de pedir para tirar fotografias com os soldados (e os próprios soldados também queriam fotos... ou seriam abraços a meninas perdidas... hummm) e uma estrela romena, uma cantora ou apresentadora qualquer, chamada Elena ou Helena qualquer coisa... ainda hei-de descobrir... e todos, mais uma vez, era a tirar fotos... mas, desta vez, eram só homens...
A verdade é que aqui, sendo um dos poucos feriados que existem, é festejado com toda a pompa e circunstância.
Primeiro, temos a parada militar logo de manhã, a começar pelas 10h. Claro que nós, como boas portuguesas que somos, eram umas 11h e ainda estávamos a sair de casa, mas ainda conseguimos apanhar um tanque do exército, o carro dos bombeiros e a fanfarra da zona... isto tudo no meio da multidão, porque aqui não são só os velhotes a verem estas cenas, como em Portugal. Aqui encontrava-se a famelga toda, avós, filhos e netos, com também os grupos de adolescentes (deviam ir à procura da comida que dizem que davam de graça) e ainda os estrangeiros, turistas ou como nós, pois ouviam-se uns sotaques de british ou um alemãzinho ali em meio.
Depois ainda por cima esta enorme parada militar (para ter começado às 10h e só acabar lá quase às 12h) passou por baixo do Arco do Triunfo. Ah, pois é, não é só Paris que tem um, aqui também existe e até bem bonito. Só para vos aguçar o apetite para a História, Bucareste já foi chamada a "Paris do Leste"...
Em seguida, ainda houve tempo para observar como os romenos tinham lata de pedir para tirar fotografias com os soldados (e os próprios soldados também queriam fotos... ou seriam abraços a meninas perdidas... hummm) e uma estrela romena, uma cantora ou apresentadora qualquer, chamada Elena ou Helena qualquer coisa... ainda hei-de descobrir... e todos, mais uma vez, era a tirar fotos... mas, desta vez, eram só homens...
Ainda tivémos tempo de passar um pouco pelo Parque Herastrau, que deve ser muito interessante e fresquinho no Verão, mas hoje não estava lá para isso virado. Tirámos umas fotozinhas e ficámos com o gostinho (que havemos de explorar quando estiver um tempinho quente)...
Almoçámos em casa e eu e a Luísa saímos para a rua, para dar um passeio ali pelo centro. Chegando à Piata Universitatii, vimos um check-sound de um concerto. Era de música clássica e instrumental romena da qual gostámos bastante. Tínhamos de passar por lá mais tarde.
Entretanto, recebemos mensagem do Rudi a dizer que o Palácio do Parlamento estava aberto ao público, grátis, até às 17h. Grátis? Grátis, diz o Rudi... palavras de ouro... Lá fomos nós a andar contra o tempo, pois já eram 16h e ainda estávamos longe. Chegando lá, vimos a imensidão do mármore branco trazido da Transilvânia... lindo, lindo, lindo... mas depois lembro-me do quanto custou aos romenos aquela grandiosidade e fico menos entusiasmada. Fui à varanda tirar mais umas fotos, passei pelas muitas salas de conferências, imprensa, de reuniões... já começava a fartar-me... depois uma pequena exposição da História política da Roménia mas, oh que surpresa! (e aqui estou a ser muito sarcástica...) nada sobre o Ceausescu...
Sinceramente e mesmo muito sinceramente... a única coisa que realmente gostei naquele edifício foi a cor interior (o branco é mesmo lindo), mas, para mim, o edifício até não é nada de especial... pode ser o segundo maior edifício do mundo mas é-lo em superfície. E até agora o que mais me impressionou foi a Universidade Estatal de Moscovo. Impressiona e até dá vontade de estudar lá... Ora comparem lá...
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