Finalmente conhecer um pouco mais da Roménia que não seja Bucareste...
Tudo começou era muito cedo, tivémos de apanhar o metro lá para as 5h30... e nós a pensar que o metro iria vazio... pois, esquecemo-nos que em Bucareste existem mais uns milhares de jovens a pensar em ir para a neve... e assim estávamos de pé no metro às 5h30 da matina.
Chegámos à bilheteira e a mulher, embora não sabendo nada de inglês, já devia estar tão habituada a estrangeiros, que mostrava tudo direitinho num papel, com o preço... impecável!
E lá fomos para o comboio a correr porque já era horas... mas, como sempre, o comboio só partiu uns 10 minutos atrasados e nós sem sabermos onde eram os nossos lugares... mas lá descobrimos uns belos sofás para nos sentarmos...
Observação do comboio: toda a gente envergava calças de esqui e comiam mcdonald's (típicos romenos!), juntamente com respectivas pranchas de snowboard e esquis...
1ª Stop: Ploiesti! Vimos muita gente a movimentar-se a ir lá para fora, mas descobrimos que afinal era para ir fumar...
2ª Stop: Sinaia! Não sei porquê, mas notou-se assim uma brisa... porque será que teriam saído nesta paragem? humm... será por ser a estância de esqui de Sinaia?
3ª Stop: Predeal! Mais gente a sair... humm... outra estância de esqui?
4ª Stop: Brasov! Agora o comboio ficara vazio! Devia ser a última estância de esqui...
Finalmente, ao fim de mais algumas stops e 2 horas (no total cerca de 5 horas), chegámos a Sighisoara.
A primeira coisa a fazer foi deixar as mochilas na casa onde iríamos dormir. Depois, era tempo de ir comer alguma coisa. E encontrar um café que sirva bebidas E comida? Foi tamanho trabalho que acabámos de comer algo na padaria da zona (por sinal, bastante boa) e depois fomos beber um cházinho ou um chocolate quente para aquecer.
Acabámos de fazer isto e fomos á descoberta de Sighisoara. Vimos a Torre do Relógio, andámos pelas ruas em paralelos, fomos ao museu minúsculo de armas... e fomos almoçar num requintado restaurante, que mais parecida uma das nossas tascas remodeladas e com bom aspecto. E não é que o pessoal só olhava para nós?
E por fim encontrámos a Ana, a Patrícia, o Pedro e o Elson, completando o gang português. Subimos as escadas cobertas, fomos ao cume da montanha, mas não deu para visitar o cemitério alemão, já passava da hora... mais umas fotos ao Drácula e à sua casa da infãncia, onde acabámos por jantar. Humm... porque será que havia muita carne vermelha no menu? Não sei... aquilo prometia...
No fim, fomos ao clube da zona que se chamava Club B... Será que na próxima cidadela que visitaríamos iríamos ter o Club C? Pois é, o Club B era mesmo o cafézinho da zona, com umas cores meias escuras, os bilhares, os matrecos que não tinham bolas para jogar e a pistazinha de dança, onde ninguém se atrevia a estar. Era a música (que até não estava má) a oscilar entre o nível de audição razoável para o impossível, para o depois bom e impossível... E acabou assim o dia...
Porque seria que, quando eu menos espero, acontece sempre algo?... No dia seguinte, tinha lábio bem inchado... mas Fo/$#E&%#&% para o raio do beliche. Tinha batido nele no meio da escuridão.
Saí de casa para, e quem me conhece compreende, fazer compras e tirar mais fotos.
Depois foi o tomar pequeno-almoço reforçado e ir para o comboio. Depois de mais de meia hora à frente da bilheteira, por causa de não termos feito reserva, tivémos direito a bilhetes... sem reserva de lugar... o que quer dizer de PÉ!!! 5 horas de PÉ!!! Bem, lá tinha de ser...
Entre o trocar de lugar, dormir nos lugares entretanto deixados vagos, ser expulsos de uma maneira insultuosa dos devidos donos e de, mesmo assim, estar encurralada no pequeníssimo corredor da carruagem, entre os outros passageiros sem direito a lugar... bem, digo-vos... ai que bom ver a minha caminha à frente!...
Quanto às fotos, prometo que as colocarei aqui mais tarde...
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